Constelações da Bandeira





Cruzeiro do Sul - A mais significativa constelação do hemisfério sul, foi utilizada pelos navegadores dos séculos XV e XVI para orientação. O Cruzeiro do Sul também está presente nas bandeiras da Austrália, Samoa e Papua-Nova Guiné, entre outras. Na nossa bandeira, está associado ao fato de que a maior parte do território brasileiro encontra-se no hemisfério sul, à hora e ao local da Proclamação da República e à Cruz de Cristo, das caravelas. Suas estrelas representam os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.





Escorpião - Extensa constelação zodiacal, reconhecida com facilidade pelo seu formato, que lembra o corpo do animal. Sua estrela Alpha, a mais vermelha do céu, chama-se Antares, que significa rival de Ares, isto é, do planeta vermelho Marte. Ela representa o Estado do Piauí. Outras sete estrelas deste asterismo representam Estados do Nordeste brasileiro.





Triângulo Austral - Catalogada por Bayer no século XVII, é uma das constelações características do hemisfério sul, como a Ave-do-paraíso e o Compasso. Sua principal estrela, Atria, de coloração alaranjada, representa o Estado do Rio Grande do Sul, enquanto Beta e Gamma representam Santa Catarina e Paraná.





Oitante - Criada pelo abade La Caille, em 1752, representa o instrumento oitante, útil nas descobertas marítimas. Apesar de não ter estrelas de muito brilho, possui uma que se destaca: Sigma. Visível nas proximidades do polo sul celeste, a Polaris Australis marca o ponto do céu, no hemisfério sul, em torno do qual parecem girar as outras estrelas. Por este motivo, foi escolhida para representar o “Município Neutro da União” (hoje, o Distrito Federal), em torno do qual gira, politicamente, a nação.





Virgem - Constelação zodiacal que tem a figura de uma mulher alada com uma espiga de trigo na mão. Vem daí o nome de sua estrela mais brilhante, Spica, que simboliza a agricultura e a fertilidade. Segundo Teixeira Mendes, apesar de Spica estar no hemisfério sul celeste, por uma questão estética e pela sua importância na história da astronomia, foi a escolhida para ser colocada acima da faixa, na bandeira, de forma a “quebrar a monotonia do hemisfério boreal”. Representa o Estado do Pará.





Cão Maior - Constelação austral que, apesar de sua pequena extensão, possui uma grande densidade estelar. Sirius, sua principal estrela, é a mais brilhante do céu e a quinta mais próxima da Terra. Ela representa o Estado do Mato Grosso, enquanto o Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins são representados por outras estrelas deste asterismo.





Hidra Fêmea - A mais extensa das constelações, que se estende do céu austral ao boreal, e que tem a forma do monstro marinho morto por Hércules. Sua estrela mais brilhante é Alphard, que, em árabe, significa a solitária. Esta estrela representa, na bandeira, o Estado do Mato Grosso do Sul. A estrela Gamma representa o Acre.





Cão Menor - A única constelação boreal presente na bandeira. Este asterismo foi escolhido para simbolizar que o território brasileiro está localizado não apenas no hemisfério sul, mas estende-se ao hemisfério norte. Prócion, sua estrela mais brilhante, representa o Estado do Amazonas.





Carina - Constelação austral, ela é o casco do Navio Argos, com o qual viajaram os Argonautas, na mitologia grega. Canopus, sua estrela principal, é a segunda mais brilhante do céu e serve de guia para os navegadores e para as naves espaciais. Sua presença na bandeira está associada aos navegadores portugueses que chegaram ao Brasil. Goiás é representado por ela.