Ciência no Planetário



O Projeto Ciência no Planetário consiste na realização de uma palestra mensal, ministrada por um pesquisador, sobre um tema científico da atualidade. Normalmente, realiza-se às primeiras segundas-feiras de cada mês, às 19 horas, na sala Multimeios do Planetário da UFRGS (Av. Ipiranga, 2000 - Porto Alegre). A entrada é franca.

A promoção é do Planetário da UFRGS, da Pró-Reitoria de Extensão (PROREXT) e da Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ) da mesma universidade e da Sociedade Astronômica Riograndense (SARG).

Histórico

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O Projeto homenageia o gaúcho (*)Eduardo Dorneles Barcelos, que nasceu em Porto Alegre, foi assessor da presidência da Agência Espacial Brasileira(AEB), escritor e divulgador da ciência. Obteve o seu mestrado e doutorado em História da Ciência na USP. Faleceu, prematuramente, no dia 22 de agosto de 2003, num acidente de automóvel em Brasília, no mesmo dia da explosão do foguete VLS-1 na torre de lançamento que vitimou 21 técnicos em Alcântara, MA.





Primeira Edição

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A estréia dessa atividade ocorreu no dia 2 de junho de 2004, com o físico Dr. Paulo Antônio de Souza Júnior, com a palestra Descoberta de Água em Marte - Desafios para a Ciência.

O palestrante é ligado à empresa Vale do Rio Doce, mas atualmente está cedido à NASA para uma missão muito especial: interpretar dados geológicos obtidos por um espectrômetro que desenvolveu durante seu doutorado na Alemanha, miniaturizado pela NASA, atualmente equipando as sondas Opportunity e Spirit, em missão no planeta Marte.

Participaram do evento cerca de 80 pessoas, que lotaram as dependências da Sala Multimeios do Planetário, dentre elas profissionais ligados às mais diferentes atividades: estudantes, além de representantes do Departamento de Astronomia da UFRGS e da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.





Segunda Edição

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A segunda palestra ocorreu no dia 2 de julho com a Dra.Miriani Grizelda Pastoriza, do Departamento de Astronomia da UFRGS, cujo tema foi O Brasil da Era dos Grandes Telescópios. Ela tratou da participação brasileira nos projetos dos telescópios Gemini Sul e SOAR, nos Andes Chilenos. Os telescópios possuem objetivas de 8 e 4,1 metros respectivamente e estão situados num dos melhores sítios de observação astronômica do globo. No segundo telescópio, 30% do tempo de observação destina-se ao Brasil, o que ampliará sensivelmente a participação nacional nas pesquisas relacionadas à Astrofísica.

Tratou, também, da observação astronômica remota - um laboratório na UFRGS receberá, online, os dados coletados pelo telescópio SOAR no Chile, podendo ser processados no Brasil. Isso implica em menos custos para a realização das pesquisas, otimizando-se o tempo dos cientistas.





Terceira Edição

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Cerca de 30 pessoas assistiram à palestra da Dra. Thaís Russomano, coordenadora do Laboratório de Microgravidade da PUCRS, que abordou o tema A Vida na Microgravidade. A pesquisadora abordou alguns efeitos da microgravidade no organismo humano, como a diferente distribuição do fluxo sanguíneo e suas conseqüências, a perda de massa óssea e muscular nas missões espaciais. Até o primeiro vôo ao espaço exterior com Yuri Gagarin, em 1961, pouco se sabia sobre as sensações que os astronautas experimentariam num ambiente de microgravidade.

Ela dissertou também sobre os estudos realizados no Laboratório de Microgravidade na PUCRS, do qual participam especialistas de diferentes disciplinas, e do intercâmbio que fazem com outros centros de pesquisa no globo.

Pelos comentários ao final da palestra, constatou-se que muitas das informações eram desconhecidas do público, pois o assunto é pouco abordado nos periódicos de divulgação científica. A platéia era formada, essencialmente, por pessoas que freqüentam ou freqüentaram a universidade. Informações sobre o Laboratório de Microgravidade da PUCRS no endereço:

http://www.ipct.pucrs.br/microg/





Quarta Edição

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Com uma platéia de, aproximadamente, 40 pessoas, Dr. Antônio Kanaan Neto, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizou a palestra intitulada “BPM 37093 – Terremotos em uma Estrela de Diamantes”.

Ele é co-descobridor de um tipo especial de estrela anã-branca, que pulsa. As anãs-brancas são astros que estão no final do seu estágio evolutivo, que exauriram o seu combustível nuclear e que se contraíram drasticamente. São as estrelas mais antigas da nossa galáxia – a Via Láctea.

Essa estrela pulsa constantemente, apresenta diâmetro semelhante ao da Terra, mas reúne a massa do Sol, ou seja, 300.000 a do nosso planeta. O núcleo dessa anã-branca é formado principalmente por carbono, contaminado por oxigênio (ocupa metade do diâmetro da estrela) e está submetido à pressão milhões de vezes maiores do que a que ocorre no interior do nosso planeta, onde o carbono pode se cristalizar e formar diamante.

BPM 37093 está a milhares de anos-luz da Terra, é invisível a vista desarmada e se acha na constelação austral do Centauro. Mais informações nos seguintes endereços:

http://www.if.ufrgs.br/ast/bpm37093.html

http://wet.iitap.iastate.edu/xcov16/bpm/scijust.html

http://www.fsc.ufsc.br/pesquisa/area_pesquisa/fastrofisica.htm





Quinta Edição

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A Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) foi o tema da palestra com o Dr. João Batista Garcia Canalle, ligado ao Departamento de Física da UERJ. A palestra Incentivando o Ensino e o Estudo da Astronomia via Olimpíada Brasileira de Astronomia ocorreu no dia 5 de Outubro de 2004, às 19 horas. A OBA é organizada pela Comissão de Ensino da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), o palestrante convidado é o atual coordenador nacional.

A OBA é realizada anualmente e dela participam todas as escolas de ensino fundamental e médio interessadas. O convite é enviado por e-mail às secretarias de educação estaduais e municipais para as escolas que possuem correio eletrônico. Há alguns anos o convite é enviado por correspondência a todas as escolas que não possuem endereço de correspondência eletrônica. Provas de diferentes níveis, preparadas pela OBA são aplicadas por professores das escolas participantes, que a seguir devem devolvê-las para a coordenação da OBA. Ultimamente a olimpíada tem ocorrido no mês de maio.

A olimpíada é realizada em mais de vinte países. Estatísticas indicam que em alguns estados brasileiros há, proporcionalmente, mais participação de escolas e alunos. O envolvimento no Rio Grande do Sul é muito aquém das expectativas, em que pese a sua tradição na promoção do estudo da Astronomia, possuindo o mais antigo observatório astronômico ainda em uso no Brasil, situado no campus central da UFRGS. Em outros estados da federação, empresas privadas ajudam a custear as despesas dos alunos selecionados para participarem das olimpíadas de astronomia no exterior.

Mais informações sobre a Olimpíada Brasileira de Astronomia no endereço:

http://www2.uerj.br/~oba/





Sexta Edição

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Observadores do Céu na Mesoamérica Pré-Hispânica foi a palestra proferida pelo Prof. Dr. Israel Baumvol no dia 11 de novembro de 2004, no 32° aniversário da fundação do Planetário Prof. José Baptista Pereira (UFGRS).

O professor Israel, cuja vida acadêmica está associada ao estudo da Física, interessa-se também por Arqueologia e Antropologia. Na palestra, tratou e ilustrou algumas descobertas realizadas nos últimos sessenta anos sobre as civilizações da Mesoamérica Pré-Hispânica. Começou com a civilização Olmeca, a civilização-fonte, com origem há, aproximadamente, 4000 anos e, a seguir, tratou sobre as civilizações que a sucederam, por ordem cronológica, a Teothiuacan, Zapoteca, indo até a civilização Azteca e Maya. Enfatizou a beleza, riqueza e a variedade de sítios arqueológicos, que denotam o grande conhecimento que essas civilizações atingiram em várias ciências, como a matemática, astronomia e a cronologia, que se refletiu no desenvolvimento da engenharia, agricultura, arquitetura e da arte, por exemplo.
Após a palestra, os presentes brindaram o aniversário do Planetário saboreando um delicioso bolo, especialmente elaborado para essa ocasião.






Sétima Edição

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Jornada ao Pólo Sul foi o título da palestra ministrada pelo Prof. Dr. Jefferson Cardia Simões, glaciologista do Departamento de Geografia da UFRGS. Ele é um dos líderes do Programa Antártico Brasileiro, e foi o primeiro brasileiro a realizar a travessia antártica, alcançando o pólo sul geográfico no dia 30 de novembro de 2004.

O cientista tratou dos objetivos e da importância da missão científica bi-nacional da qual participou, que teve o apoio dos governos e empresas do Chile e do Brasil. A palestra foi ilustrada com imagens e animações dessa arrojada travessia, apresentadas na cúpula do Planetário por um projetor multimídia. Compareceram cerca de 50 pessoas, que no final formularam perguntas ao pesquisador.

Os testemunhos de gelo extraídos nessa travessia permitirão aos cientistas e estudantes ligados ao Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas dessa universidade analisarem as condições físicas reinantes na atmosfera polar nos últimos 300 anos. O Prof. Jefferson tratou também das mudanças climáticas que estão sendo observadas em parte do continente antártico, devido ao aquecimento global. No fim da palestra, reproduziu-se no céu do Planetário o fenômeno conhecido por “sol da meia-noite”, testemunhado pelo palestrante no pólo sul e adjacências, onde é possível ver o Sol durante as 24 horas acima do horizonte, na época do ano em que lá esteve.

O evento, realizado em 14 de maio de 2005, foi uma das atividades realizadas no Planetário, no dia dedicado às atividades de extensão universitária na UFRGS, denominado UFRGS Portas Abertas.

Maiores informações sobre o palestrante, a missão científica da qual ele participou e sobre o Programa Antártico Brasileiro, constam nos endereços a seguir:

http://www.ufrgs.br/antartica/

http://www.ufrgs.br/antartica/proantar-br.html






Oitava Edição

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A Evolução da Física no Século XX Vista na Perspectiva de suas Interações com a Biologia e a Medicina foi a palestra proferida pelo Prof. Dr. Darcy Dillenburg, do Instituto de Física, Professor Emérito da UFRGS, no dia 6 de junho de 2005, às 19 horas, na sala Multimeios.

A partir da descoberta do Raio X, em 1895, inicia a interação da Física com a Medicina e a Biologia. Como conseqüência surgem equipamentos e métodos que permitem conhecer melhor o corpo humano e todas as formas de vida.

Outra linha de relacionamento começa nos anos 40 quando alguns físicos migraram para a área da Biologia, ajudando a estabelecer as bases físicas da hereditariedade e criar o moderno mundo da genética molecular.

Atualmente, se mantém ativa essa parceria entre as ciências, na busca de compreender o funcionamento das células. Os físicos contribuem com a experiência na construção e solução de modelos matemáticos, nesse projeto multidisciplinar com a Medicina e a Biologia.






Nona Edição

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As Ondas Marítimas e os Tsunami foi a palestra proferida pelo Prof. Dr. Fernando Lang da Silveira, do Instituto de Física da UFRGS, no dia 4 de julho de 2005. Um público estimado em 40 pessoas compareceu.

O palestrante tratou de aspectos fundamentais da propagação das ondas marítimas em geral, e dos tsunami em particular. Utilizou fotos e vídeos amadores do tsunami que atingiu alguns países da Ásia, no dia 26 de dezembro de 2004. Estima-se que 300.000 pessoas perderam a vida. Em alguns lugares o mar avançou alguns quilômetros além da orla. Curiosamente, muitos turistas foram atingidos enquanto filmavam ou fotografavam o mar até serem atingidos por ondas gigantes, que aumentaram de tamanho nas cercanias da praia, à medida que o leito oceânico ficava mais raso. Além disso, também não visualizaram da praia que, atrás das ondas gigantes, o nível do mar permanecia mais alto.


Os tsunami se diferenciam das ondas marítimas "normais" por terem grande comprimento de onda (entre 10 km e 500 km de comprimento de onda), sendo gerados muito comumente por movimentos sísmicos no leito dos oceanos. Eles não se constituem em eventos raros e somente nos últimos vinte séculos há mais de mil e quinhentos registros de tsunami; diversos registros históricos relatam muitas dezenas de milhares de vítimas.

Discute-se alguns aspectos fundamentais da propagação das ondas marítimas em geral, e dos tsunami em particular, que permitem uma compreensão qualitativa e quantitiva destes fenômenos.






Décima Edição

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A Teoria de Jogos Evolutivos foi a palestra proferida pelo Prof. Dr. Jeferson J. Arenzon, Bacharel (1989), mestre (1991) e doutor em Física (1995) pela UFRGS. Pós-doutorado na Università di Napoli, Italia, e atualmente professor adjunto do IF-UFRGS, pesquisador do CNPq e pesquisador associado do ICTP-Itália. Autor de mais de 40 trabalhos publicados em revistas internacionais, possui várias colaborações tanto no país quanto no exterior e trabalha atualmente em vários problemas de Mecânica Estatística, principalmente de sistemas desordenados (vidros de spin e estruturais), sistemas carregados (DNA, polímeros, etc) e, claro, teoria de jogos.
Ocorrida no dia 15 de agosto de 2005, com um público estimado de 25 pessoas.

A Teoria de jogos foram introduzidas nos meados do século passado (von Neumann, Nash, etc) para tentar encontrar os princípios do comportamento racional, por meio de experimentos mentais. As aplicações iniciais foram em ciências sociais, economia, ética, etc, não somente envolvendo pessoas, mas empresas, países, etc. O objetivo era (é) determinar, dentre um conjunto de possíveis atitudes (ou estratégias) qual a melhor possível para uma determinada situação. Mais recentemente houve uma explosão de interesse em aplicar esses conceitos em sistemas biológicos. Um dos principais problemas é relacionado ao surgimento e manutenção de cooperação (não necessariamente entre parentes), uma vez que um indivíduo pode diminuir suas chances de sobrevivência ao cooperar com outros.

Foram revisados alguns conceitos básicos da teoria de jogos, não técnicos, ilustrandos com exemplos que vão desde guerra de trincheiras até triângulos amorosos de lagartos. Dando ênfase ao problema de cooperação, representada pelo famoso Dilema do Prisioneiro.






Décima Primeira Edição

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Buracos Negros e seu papel na evolução do Universo foi a palestra proferida pela Dra. Thaisa Storchi Bergmann - Doutora em Ciências (Astrofísica) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1987), com pós-doutorado na Universidade de Maryland, College Park, Washington e Instituto do Telescópio Espacial, Baltimore (EUA). É pesquisadora nível I do CNPq, e professora de vários cursos de graduação e pós-graduação no Instituto de Física da UFRGS. Consultora do CNPq, FAPESP, FAPERJ e CAPES. Atua também como árbitro em várias revistas científicas de renome internacional, é autora de mais de cem trabalhos publicados em revistas internacionais na área de astrofísica, um dos seus trabalhos mais citados é o da descoberta do buraco negro no centro da galáxia NGC1097.
Ocorrida no dia dia 05 de setembro de 2005, com um público estimado de 65 pessoas.

Resumo - O que são os buracos negros? Quais são as evidências de sua presença? Qual o seu papel na natureza? Quais são as repercussões de sua existência para nós aqui na Terra? Estas são as perguntas fundamentais que procurarei responder nesta palestra. A natureza dos chamados núcleos ativos de galáxias, como os Quasares e as Rádio-Galáxias, e como a captura de matéria por um buraco negro é uma fonte de energia eficiente para explicar as grandes luminosidades emitidas por estes objetos. Finalmente, as evidências da presença de um buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia e da maioria das outras galáxias, e qual a conseqüência disto na evolução do Universo.





Décima Segunda Edição

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A preparação de Einstein para o seu ano miraculoso foi a palestra proferida pelo Prof. Dr. Carlos Alberto dos Santos, no dia 03 de outubro, às 19 horas, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Resumo - A comemoração do centenário dos trabalhos publicados por Albert Einstein em 1905 está evidenciando o desconhecimento do grande público, e de grande parcela da comunidade científica, do longo caminho percorrido por Einstein para chegar ao seu Ano Miraculoso.

Há mitos e equívocos de toda ordem nesse particular. Sem levar em conta as frágeis acusações de plágios e de pouco domínio da matemática, há quem diga que ele teve uma “tempestade de criatividade” naquele ano. Para o leigo no assunto fica a impressão de que tudo aquilo foi obra de um momentâneo e passageiro rasgo de genialidade.

Pelo contrário, a consistente trajetória intelectual de Einstein inicia quando aos 4 ou 5 anos de idade ele admira o comportamento de uma bússola. Aos 12 anos ele demonstra, sozinho, o teorema de Pitágoras, e antes dos 14 ele aprende noções de derivada e integral. Aos 16 anos ele tem a primeira intuição que o levaria, 10 anos depois, à teoria da relatividade restrita. Suas impressionantes contribuições em mecânica estatística são maturadas, passo a passo, desde sua época de estudante na Escola Politécnica de Zurique (ETH).

Entre 1901 e 1904 ele publicou cinco trabalhos que prenunciavam o surgimento de um cientista diferenciado. Este prenúncio não deixou de ser percebido por um dos editores do Annalen der Physik, que no início de 1905, antes de Einstein submeter o primeiro dos seus famosos artigos, o convidou para revisar artigos publicados em outros periódicos, a despeito do fato de se tratar apenas de um jovem funcionário do Escritório de Patentes de Berna, sem o título de doutor, e sem qualquer posição no ambiente acadêmico. Entre os trabalhos resenhados destacam-se um artigo e um livro de Max Planck e um artigo de Paul Langevin, personalidades da maior importância na história da física. Esses fatos mostram um jovem de 26 dizendo ao que vinha.

Carlos Alberto dos Santos é doutor em física pela UFRGS, com pós-doutorado no Centro de Estudos Nucleares de Grenoble (França). Tem mais de 50 artigos científicos publicados, mais de 70 crônicas e artigos de divulgação científica, e é autor ou co-autor de 4 livros. Com o romance "O plágio de Einstein", publicado em 2003, ganhou o prêmio de autor revelação do ano, categoria ficção, durante a feira do livro de Porto Alegre, e o primeiro lugar, categoria autor estrangeiro, no Prêmio Literário Internacional Marengo D'Oro, 2004 (O prêmio é promovido pelo Centro Culturale Maestrale, de Sestri Levante, Gênova, Itália). Com o hipertexto Eletromagnetismo para Licenciatura em Matemática (www.if.ufrgs.br/tex/fis142) ganho o Prêmio PAPED 2003 (MEC - CAPES), e o 3o lugar no Prêmio ABED/ UNIVERSIA de objetos de aprendizagem, 2004. É editor do sítio Albert Einstein (www.if.ufrgs.br/einstein). Atualmente é Colaborador Convidado da UFRGS e professor do Departamento de Educação a Distância da UERGS.






Décima Terceira Edição

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Água no Sistema Solar, a chave para a busca da vida extraterrestre foi a palestra proferida pelo Prof. Jorge A. Quillfeldt, do Departamento de Biofísica, IB / UFRGS, no dia 06 de outubro, às 19 horas, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Resumo - A Exobiologia (ou Astrobiologia), disciplina que começou a consolidar-se na última década, objetiva, nas palavras de um especialista da NASA, “estudar a vida no universo, suas origens e distribuição, a influência de fatores físicos e químicos, processos evolutivos, ambientes planetários e ecossistemas, e o emprego de missões espaciais com sondas-robô ou tripuladas”. Tal definição pode surpreender, considerando-se que até hoje não temos qualquer evidência indisputável de vida, atual ou pregressa, em qualquer planeta que não a Terra.

A chamada hipótese exobiológica, que estima as possibilidades de vida extraterrestre, parte do pressuposto de que a ocorrência de vida, pelo menos em formas simples, como microorganismos, seria algo natural, quase inevitável. Os defensores da SETI (sigla para “Busca de Inteligências Extraterrestres”) vão um passo além, e supõem que se existem seres inteligentes organizados em civilizações tecnológicas, estas poderiam ser detectadas por suas transmissões de rádio, acidentais ou intencionais: tal possibilidade estimulou uma série de projetos de “escuta” utilizando radiotelescópios sintonizados em certas frequências e apontados para estrelas próximas potencialmente cercadas de planetas. Outra vertente da exobiologia investiu desde cedo no estudo do sistema solar, incluindo um dos primeiros estudos exobiológicos importantes realizado in situ: em meados da década de setenta, as sondas Viking da NASA desceram em Marte, planeta de “tipo terrestre” e sempre tido como capaz de abrigar (ou ter abrigado) vida. As Viking realizaram testes simples com amostras do solo marciano buscando sinais da atividade química de microorganismos, mas os resultados foram ambíguos. A frustração com este achado, contudo, não implica que não há, ou houve, vida em Marte, mas deixou claro que encontrá-la não seria tarefa fácil. Em 1996, Marte voltou aos noticiários quando uma equipe de investigadores da NASA anunciou ter descoberto evidências de vida fóssil microscópica em um meteorito oriundo daquele planeta e encontrado na Antártida. Este episódio teve grande repercussão e estimulou a maioria dos projetos espaciais hoje em andamento, mas os resultados especificos deste trabalho são, até hoje, controversos.

A Astrobiologia recebeu o impulso recente de pelo menos três conjuntos de achados espetaculares. O primeiro foi a detecção de planetas extra-solares: em função de recentes avanços tecnológicos ligados à astrometria, fotometria e espectroscopia, até hoje já se confirmaram 168 exoplanetas (em 144 sistemas) orbitando estrelas próximas. Lamentavelmente, a maioria é de gigantes gasosos como Júpiter, inadequados à vida. O segundo impulso foi a descoberta dos extremófilos, microorganismos que habitam os ambientes mais inóspitos da terra, como águas superaquecidas (de até 113oC) e extremos de pH, potencial redox e salinidade. Estes organismos revolucionaram nossa percepção acerca do que é a vida na terra, eliminando a idéia de “fragilidade” e, assim, ampliando o leque de contextos bióticos extraterrestres a investigar.

Entre O terceiro e maior impulso, porém, vem dos estudos que sugerem a existência de nichos habitáveis em pelo menos dois vizinhos do sistema solar, Marte e Europa. Em 2004 anunciou-se a detecção, pela sonda Mars Odyssey, de água congelada sob a superfície estéril de Marte, descoberta reconfirmada de diferentes maneiras nos últimos anos. Por outro lado, dados recentes da sonda Galileo reforçam a convicção de que Europa, uma das maiores luas de Júpiter, possua um oceano líquido com até 100 Km de profundidade, enterrado sob 30 a 60 Km de uma espessa camada de gelo, e mantido pelo calor gerado pela maré gravitacional de seu planeta-mãe.

Água líquida, todos sabem, é condição indispensável à vida como conhecemos, e é a busca desta substância que norteia as principais estratégias da ciência em busca da vida extraterrestre.






Décima Quarta Edição

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Vôos Parabólicos: Reanimação Cardiopulmonar em Microgravidade foi a palestra proferida pela Profª Thais Russomano, dia 11 de novembro, sexta-feira, às 19 horas.

Resumo - Com o aumento do número e da duração das viagens espaciais, acompanhadas da flexibilização dos critérios médicos de seleção de astronautas, cresce a chance da ocorrência de uma parada cardiorespiratória numa espaçonave e/ou numa estação espacial. Recentemente, estudos tentaram identificar procedimentos e equipamentos necessários para realização da reanimação cardiopulmonar e da desfibrilação cardíaca num ambiente onde a força gravitacional aproxima-se de zero, dito "ambiente de microgravidade".

Massagem cardíaca e a respiração boca-a-boca são técnicas difíceis de serem realizadas na ausência da força gravitacional terrestre, uma vez que a vítima, o reanimador e os equipamentos ficam flutuando dentro da nave espacial. No momento, a NASA admite que se levaria cerca de 2 a 4 minutos entre a ocorrência de uma parada cardiorespiratória e a execução de uma reanimação cardiopulmonar adequada na microgravidade.

O estudo "Reanimação Cardiopulmonar na Microgravidade", apresentado nesta palestra, objetivou testar uma nova posição de reanimação cardiopulmonar, na qual apenas um reanimador, sem a utilização de qualquer equipamento acessório, estaria apto a realizar a massagem cardíaca e a respiração boca-a-boca na microgravidade em vôos parabólico, com vistas a atender a vítima no período imediato de 2 a 4 minutos após a parada cardiorespiratória.

Thaís Russomano formou-se em Medicina na Universidade Federal de Pelotas e realizou residência médica no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Participou de vários cursos de extensão em medicina aeroespacial nos Estados Unidos, destacando-se o de Médico de Missão Espacial do Johnson Space Center - NASA. É mestre em Medicina Aeroespacial pela Wright State University, Estados Unidos, e PhD em Fisiologia Espacial pelo King's College London, Inglaterra. Conquistou prêmios nacionais e internacionais na área espacial. Participou de mais de 100 congressos nacionais e internacionais em Medicina Aeroespacial, tendo apresentado diversos trabalhos científicos nestas reuniões e publicado inúmeros artigos em revistas científicas internacionais. Atua como professora das faculdades de Medicina e de Ciências Aeronáuticas e do Mestrado em Engenharia Biomédica da PUCRS. Atua ainda como Professora e Pesquisadora Visitante do King’s College London, Inglaterra, e Cientista Convidada do Instituto de Medicina Espacial da Agência Espacial Alemã. Como pesquisadora da PUCRS, estabeleceu e coordena o Laboratório de Microgravidade, centro pioneiro e único na América Latina no estudo da adaptação do ser humano ao espaço cósmico. Possui um projeto educacional em ciência espacial, intitulado ''O ABC da Vida no Espaço”, direcionado a estudantes e professores de ensino fundamental e médio, o qual objetiva a divulgação da Ciência Espacial.





Décima Quinta Edição

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O que a Física tem a ver com seu dia-a-dia? foi a palestra proferida pela Prof. Dr. João Edgar Schmidt, Diretor do Instituto de Física da UFRGS, dia 19 de dezembro, às 19 horas.





Décima Sexta Edição

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Experimento gaúcho em microgravidade, palestra com os professores Thais Russomano, Felipe Falcão, Gustavo Dalmarco e Ricardo Cardoso, ocorreu no dia 28 de junho de 2006, às 19 horas.

Resumo - O aumento do número e da duração das viagens espaciais, acompanhados da flexibilização dos critérios médicos para a seleção de astronautas, tornam necessário um acompanhamento médico rigoroso das tripulações, tanto em situações de rotina, como durante uma emergência.
   Este acompanhamento médico, que via de regra é feito através da telemedicina, requer o uso de técnicas, procedimentos e equipamentos novos para ser realizado em um ambiente onde a força gravitacional aproxima-se de zero, dito "ambiente de microgravidade".

   Na prática médica diária, utiliza-se o sangue arterial, através da punção ou canulação de uma artéria, as quais são técnicas dolorosas, difíceis, arriscadas e propensas a contaminar o ambiente. Pesquisas demonstraram, no entanto, que o sangue capilar do lóbulo da orelha, quando arterializado através de massagem e creme vasodilatador, pode ser facilmente coletado, através de uma pequena incisão, e os dados obtidos do sangue apresentam uma excelente correlação com os do sangue arterial.

   O Laboratório de Microgravidade/IPCT-PUCRS desenvolveu um aparelho coletor de sangue arterializado do lóbulo da orelha – CSA, pequeno, leve e de fácil manuseio, sem contaminar o ambiente da nave espacial, o qual constitui um projeto inédito, pois não há nada semelhante no mundo para uso na microgravidade.

   Após vários testes em terra, usando simulação de microgravidade e redução da oferta de oxigênio, dito hipóxia, o projeto foi encaminhado para avaliação dos comitês científico e de ética da Agência Espacial Européia (ESA), como um projeto conjunto entre o Laboratório de Microgravidade/IPCT-PUCRS e o King’s College London, Inglaterra.
   No início do mês de novembro (2005), recebemos a aprovação.
   Em março de 2006, nosso experimento integrará a 42º Campanha de Vôos Parabólicos da ESA, a ser realizado em Bordeaux, França, juntamente com pesquisas de diversos países europeus, como Alemanha, França, Dinamarca, Itália e Áustria.

Os participantes do vôo parabólico são:

1. Equipe Brasileira – Laboratório de Microgravidade/IPCT-PUCRS: Thais Russomano, Felipe Falcão, Gustavo Damarco, Rodrigo Cambraia e Ricardo Cardoso

2. Equipe Inglesa – King’s College London: Simon Evetts, George Evetts, John Whittle e Edward Coats

Durante a manobra aérea dos vôos parabólicos, os pesquisadores permanecem cerca de 25 segundos em microgravidade, quando realizam seus experimentos. Os vôos parabólicos da ESA são realizados durante 3 dias com 30 parábolas por dia.



Décima Sétima Edição

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A Gênese da Aviação a Jato 1935-1950, palestra com o Dr. Rudnei Dias da Cunha , ocorreu no dia 28 de agosto de 2006, às 19 horas.

Rudnei Dias da Cunha é bacharel em Ciências de Computação pela UFRGS (1988) e doutor em Ciências de Computação pela Universidade de Kent em Canterbury, Reino Unido (1992). Iniciou sua carreira na UFRGS em 1983, como programador e posteriormente analista de suporte no Centro de Processamento de Dados. Desde 1994, é professor do Instituto de Matemática da UFRGS, sendo atualmente seu diretor. Aficionado pela Aviação, é colaborador da Força Aérea Brasileira, membro da Royal Aeronautical Society e co-autor do livro "Já Te Atendo Tchê - A História do 1º/14º GAV, o Esquadrão Pampa" (2005).



Décima Oitava Edição

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A física quântica e os mitos quânticos, palestra com o Prof. José Roberto Iglesias, ocorreu no dia 11 de setembro de 2006, às 19 horas.

José Roberto Iglesias é professor titular do Instituto de Física da UFRGS e pesquisador I-A do CNPq. Leciona nos Programas de Pós-graduação em Física e em Economia da UFRGS. Foi professor associado em Universidades da França, Espanha, Argentina e Chile. Orientou várias teses de doutoramento e de mestrado. Possui mais de cento e trinta publicações científicas em revistas internacionais com árbitro e diversas publicações - artigos, livros e capítulos de livros - sobre educação, ciência, tecnologia, e política científica publicadas por Ciência e Cultura, Revista Humanidades da UNB, Revista Ciência e Ambiente da UFSM, na editora da UFRGS, e em outras revistas e jornais. Atualmente realiza trabalhos de pesquisa nas áreas da física de estado sólido e em física aplicada a economia: simulação numérica e modelagem por computador de diferentes sistemas econômicos e sociais. Estuda também os fundamentos da física quântica. Na área da literatura publicou contos em diversas revistas do Chile, Argentina e Itália e um volume de contos (em português)? Os Inimigos de Adam Smith? foi publicado em Porto Alegre pela Editora Tchê!.


Décima Nona Edição

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Da Lua a Plutão: cinqüenta anos explorando o Sistema Solar , palestra com o Prof. Dr. Jorge A. Quillfeldt do Depto de Biofísica, IB/UFRGS, ocorreu no dia 17 de outubro de 2006, às 19 horas.

Nesta apresentação, como parte da celebração do centenário do 14-Bis, foi relatada parte da história da ASTRONÁUTICA, em particular a que se refere ao emprego de sondas automáticas que, desde os anos 1960, têm visitado não apenas nosso satélite, mas também os demais planetas do Sistema Solar: Marte, Vênus, Mercúrio, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e, na mais recente missão da NASA, ainda em andamento, Plutão (muito embora esse astro tenha sido recentemente "rebaixado" pela União Astronômica Internacional). Também foram mostradas missões a astros menores, como asteróides e cometas. Na contínua expansão dessa última fronteira da humanidade, foi apresentado algo do que aprendemos in loco no Sistema Solar assim como um balanço acerca da busca de vida extraterrestre nas vizinhanças de nossa estrela, o Sol.


Vigésima Edição

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Indústria Aeroespacial no Rio Grande do Sul , palestra com o Eng. Cláudio Miguel Barreto Viana, ocorreu no dia 19 de outubro de 2006, às 19 horas.

Cláudio Miguel Barreto Viana, Diretor Presidente (Fundador) das Empresas do GRUPO AEROMOT, é engenheiro de Aeronáutica, formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica de São José dos Campos, SP) e fez cursos de pós-graduação e estágios em diversas instituições internacionais. É membro do Conselho de Ciência e Tecnologia (CCT), composto por 14 representantes nomeados pelo Presidente da República, oriundos das áreas acadêmicas e empresarial e membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do RS, nomeado pelo Governador do Estado.




Vigésima Primeira Edição

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O Sistema Solar reformulado: Plutão, planeta anão , palestra com a Dra. Miriani Grizelda Pastoriza, do Departamento de Astronomia da UFRGS, ocorreu no dia 13 de novembro de 2006, às 19 horas.

Na última assembléia geral da União Astronômica Internacional, realizada em Praga, República Checa, em 24 de Agosto de 2006, os astrônomos sintetizaram anos de debate e votaram pela reclassificação do Sistema Solar. A maioria dos presentes consideram que o resultado de classificar Plutão como um planeta anão foi o triunfo da ciência sobre os sentimentos. O Novo Sistema Solar esta formado por oito Planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpter, Saturno, Urano, Netuno), pelo menos três “planetas Anões” e várias centenas de objetos classificados como: “Pequenos corpos do Sistema Solar”.

Sobre a Dra. Miriani Grizelda Pastoriza: Doutorado pela Universidade de |Cordoba Argentina (1973), Pos-doutorado Greenwich Royal Observatotory (UK) 1986-1987, Visitor Professor Space Telecope Science Institute (2005), Prof. Titular IF-UFRGS (1988), Atual Vice-Diretor do IF Pesquisador CNPq (IA), Publicou 164 trabalhos, 80 em revistas internacionais com referee , mais de 2054 citações (fonte Citation index), Coordenador de Projetos PRONEX CNPq/FAPERGS ( Grupos de excelencia), Orientou 8 doutorados e mais de 17 mestrados.




Vigésima Segunda Edição

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Dez anos sem Carl Sagan , palestra com o Prof. Jorge Quillfeldt do Depto. Biofísica UFRGS, ocorreu no dia 20 de dezembro de 2006, às 19 horas.

Carl Edward Sagan (09/11/1934 – 20/12/1996), astrônomo norte-americano, exobiólogo e bem-sucedido divulgador da ciência, foi pio- neiro da astrobiologia/exobiologia e impulsionador de vários programa de busca de inteligências extraterrestres (SETI). Atuou em todas as missões interplanetárias da NASA até sua morte, com destaque para as missões Viking (1976) ao planeta Marte. Estrelou umas das séries de divulgação científica mais populares da históriada televisão, "Cosmos"(1980), produzida e veiculada pela televisão pública norte-americana KCET/PBS. Autor de mais de 20 livros científicos, de popularização e de promoção do ceticismo crítico e método cientifico, também publicou mais de 600 artigos, entre acadêmicos e de divulgação. Faleceu em 20 de dezembro de 1996, enquanto acompanhava a missão Mars Pathfinder / Sojourner e não chegou a assistir à versão final do filme "Contacto", estrelando Jodie Foster, que foi inspirado em sua única novela homônima. Neste dia 20 de dezembro, recordaremos essa importantíssima personalidade exibindo um dos melhores capítulos da série Cosmos, intitulado "A Harmonia dos Mundos" (legendado).



Vigésima Terceira Edição

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Diamante: mitos e realidade, palestra com a Profa. Dra. Naira Maria Balzaretti, doutora em Ciências pela UFRGS, com pós-doutorado no NIST/EUA, professora do Instituto de Física da UFRGS (Física Experimental na área de Matéria Condensada), ocorreu no dia 7 de maio de 2007, às 19h.

Os diamantes seriam lascas de estrelas caídas na Terra? Como e onde se formam na natureza? O que é um diamante sintético? O diamante sempre atraiu a humanidade pela sua beleza, simbolizando riqueza e eternidade. O objetivo desta apresentação é desvendar alguns dos mistérios do diamante, apresentando o que se conhece sobre a sua formação e estrutura, bem como a tecnologia necessária para sua produção em grande escala. Serão apresentadas, também, algumas aplicações utilizando o diamante, tendo em vista suas propriedades ímpares.



Vigésima Quarta Edição

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De quê somos nós? Os 5% conhecidos do Universo, palestra com a Profa. Dra. Maria Beatriz de Leone Gay, física teórica, professora do IF-UFRGS, pesquisadora I-B do CNPq, doutora pela Université Louis Pasteur, de Estrasburgo, França, e pós-doutora pela Wisconsin University, EUA, ocorreu no dia 04 de Junho, às 19 horas.

A Física de Partículas tem desvendado os constituintes básicos da matéria e as forças fundamentais que os agregam. Desde sempre estamos em busca da compreensão da elementaridade, das interações, composição e organização do universo. Graças a sondas cada vez mais poderosas, os aceleradores de partículas de altas energias, conseguimos comprovar a existência de “quarks” e “glúons” como constituintes fundamentais. Agora, buscando reproduzir o BIG BANG em laboratório, vamos saber mais sobre como se forma a matéria que nos compõe e nos cerca. E isto não é tudo... cordas, membranas, matérias e energias escuras, muitas dimensões, novas interações? Desafios instigantes nos aguardam além dos 5%.



Vigésima Quinta Edição

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A Ciência da Complexidade , palestra com a Profa. Dra. Rita M.C. de Almeida, Professora do Instituto de Física da UFRGS, Pesquisadora do CNPq ocorreu no dia 13 de agosto de 2007, às 19 horas.

A Natureza é complexa, cheia de detalhes e, no entanto, os cientistas têm crescente sucesso na modelagem matemática de fenômenos tais como o clima ou sistemas biológicos.

Nesta palestra apresentamos rapidamente o método de modelagem matemática de sistemas naturais, enfatizando a obtenção de medidas capazes de descrever o estado de um determinado sistema. Discutimos a equação de evolução dos sistemas, variáveis relevantes e como se pode definir um sistema matemático formal, que é capaz de comprimir uma grande quantidade de informação em pequenas equações e leis.

Como exemplos de sistemas matemáticos formais adequados para a modelagem matemática da natureza, apresentamos e discutimos conceitualmente fractais e caos determinista.



Vigésima Sexta Edição

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Muro da Mauá – Razão e emoção, palestra com o Prof. Dr. Joel Avruch Goldenfum, Professor Associado da UFRGS com extensa produção técnica e científica, doutor em Engenharia Civil/Hidrologia (Imperial College of Science, Technology and Medicine, University of London, Londres, Grã-Bretanha).
A palestra ocorreu no dia 17 de setembro às 19 horas.

A derrubada do Muro da Mauá, pela qual houve uma moção levantada na mais recente Audiência Pública do Plano Diretor de Porto Alegre, é um dos temas recorrentes que exemplificam como o ser humano costuma reagir primeiro com a emoção, para só depois utilizar a razão.

Se analisarmos de forma racional, veremos que o Muro da Mauá é fundamental para proteger Porto Alegre de enchentes. Ele parte de um sistema integrado de proteção de Porto Alegre contra as cheias do Guaíba, juntamente com os diques da Av. Pres. Castelo Branco e dos Parques Maurício Sirotski Sobrinho e Marinha do Brasil. O Muro, feio ou não, cumpre uma função neste sistema de proteção. Ele não se limita aos aproximadamente três metros de altura que podemos ver; ele se estende para baixo a profundidades semelhantes, formando uma barreira contínua à água que, por baixo da terra ou sobre a superfície, poderia atingir o centro da cidade.

O Muro da Mauá bloqueia o acesso ao rio, junto ao antigo cais do porto. Mas é importante lembrar que, em menos de 40 minutos pode-se percorrer a pé toda extensão do muro e apreciar o Guaíba na Ponta do Gasômetro. Além disto, antes da cons-trução do muro, para chegar ao cais, era necessário passar entre os armazéns, como ainda se faz hoje.

Embora a enchente de 1941 nunca te-nha se repetido, não se pode afirmar que tenham sido eliminadas as condições que a propiciaram. Se, por um lado, há barragens que poderiam ajudar a controlar uma enchente, a tendência de cheias é aumentada pelo desmatamento e pela urbanização crescentes na bacia hidrográfica do Guaíba. Além disto, outras cheias já ocorreram depois, embora nunca com a mesma magnitude. Em tempos de aquecimento global, os riscos já existentes no passado podem ser em muito aumentados.

Derrubar o muro porque desde 1941 não ocorrem enchentes importantes seria como eliminar os extintores de incêndio de um edifício simplesmente porque nos últi-mos 66 anos não houve incêndios no prédio. Só se pode derrubar o muro se for construída outra estrutura que forneça pelo menos o mesmo grau de segurança.

À emoção é preciso contrapor a razão, para tomarmos decisões de forma a não nos arrependermos depois. Quem subscrever pela derrubada do Muro da Mauá estará assinando junto um termo de compromisso, responsabilizando-se pelos riscos inerentes, e arcando com os prejuízos materiais e humanos eventualmente causados.



Vigésima Sétima Edição

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Do berço engatinhamos... SPUTNIK, 50 anos do sonho de Tsiolkovsky, palestra com o Prof. Jorge A. Quillfeldt Departamento de Biofísica, IB / UFRGS .
A palestra ocorreu no dia 04 de outubro às 19 horas.

Quatro de outubro de 1957. Uma data que a humanidade não esquecerá tão cedo. Foi quando um foguete soviético R-7 colocou nos céus, pela primeira vez na história da humanidade, um artefato humano. A cada 96 minutos o Sputnik completava uma órbita, sempre emitindo seus característicos sinais de rádio. Começa a corrida espacial, mas também é o momento em que o sonho de visionários como Konstantin Tsiolkovsky, pioneiro da tecnologia de foguetes, se completou. A partir deste momento, começamos a aproveitar a órbita terrestre e enviar sondas para os confins do sistema solar. Ainda é cedo para falar em migração espacial, mas muitos crêem que algum dia será necessário fazê-lo, no espírito da profecia de Tsiolkovsky: "A terra é o berço da mente humana, mas não podemos viver para sempre em um berço". Neste dia histórico, faremos um recorrido pela história da astronáutica, recordando as emoções e medos que embalaram aquele momento único. Aproveitaremos, também, para fazer uma breve excursão pelo novo sistema solar desvendado pelas sondas automáticas soviéticas, americanas, européias e japonesas.



Vigésima Oitava Edição

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Estrelas de Nêutrons: usinas de novos estados da matéria?, palestra com o doutorando Rafael Bán Jacobsen.

Rafael Bán Jacobsen é bacharel em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Realizou mestrado em Astrofísica Nuclear junto ao Grupo Física de Hádrons na UFRGS, estudando transições de fase em estrelas de nêutrons. Nessa mesma universidade, junto ao Departamento de Astronomia, realiza seu doutorado, estudando conexões entre a energia do vácuo quântico e a energia escura. Escreve artigos de divulgação científica para revistas culturais da capital gaúcha.

A palestra ocorreu no dia 26 de novembro, segunda-feira, às 19 horas.

As estrelas de nêutrons, objetos astrofísicos restantes das explosões de supernova, têm, tipicamente, massa da ordem da massa do Sol, condensada em um raio de apenas 10km. Isso faz com que essas estrelas sejam extremamente densas, podendo, em suas camadas mais internas, atingir densidades de até 10 vezes a densidade do núcleo atômico. Portanto, o formalismo da Física Nuclear pode ser aplicado ao estudo das estrelas de nêutrons, considerando-as como gigantescos núcleos atômicos. Porém, em regimes tão drásticos de densidade como aqueles encontrados em seu interior, é possível que a matéria se comporte de modo nada trivial, podendo se formar, inclusive, um novo estado da matéria: o plasma de quarks e glúons (QGP). Nesta palestra, discutiremos as principais características das estrelas de nêutrons, a aplicação das teorias da Física Nuclear na sua descrição e, ainda, a possibilidade de formação de novos estados da matéria em seu interior, como o QGP.



Vigésima Nona Edição

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Como a teoria de Vigotski nos ajuda a entender a "dependência" do professor com o livro didático?, palestra com o Prof. Alberto Gaspar.

O Prof. Alberto Gaspar possui graduação em Licenciatura em Física pela Universidade de São Paulo (1966) , mestrado em Ensino de Ciências pela Universidade de São Paulo (1983) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1993) . Atualmente é Professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Educação. Atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino de Física, Teoria sócio-histórica de Vigotski.

A palestra ocorreu no dia 20 de outubro, segunda-feira, às 19 horas, dentro da Programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2008 .



Trigésima Edição

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As observações astronômicas de Galileu em 1609 e A Mensagem das Estrelas (1610), palestra com o Pof. Fernando Lang da Silveira.

Dia 27 de abril de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

Quando, em 1609, Galileu apontou para os céus o seu "óculo astronômico" ou "perspicillium", a hipótese heliocêntrica padecia de inúmeras e graves objeções mecânicas e astronômicas (além das objeções religiosas da Igreja Católica e da Igreja Protestante). As observações astronômicas de 1609, comprometidas a priori com a "tremenda" premissa metafísica neoplatônica-copernicana que colocava o Sol no centro do universo, permitiram que o grande cientista construísse novos argumentos a favor do heliocentrismo. Essas observações foram relatadas em 1610 no livro A Mensagem das Estrelas. Toda a produção intelectual subsequente de Galileu, até a sua condenação em 1633, esteve a serviço da hipótese copernicana e de uma nova cosmovisão, opositora da metafísica cristã aristotélica-tomista.

Sobre Fernando Lang da Silveira:

Doutor em Educação, é professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lotado no Instituto de Física. Atua na área de Pesquisa em Ensino de Física com especial interesse em Métodos quantitativos aplicados à pesquisa em ensino, História e Filosofia da Ciência e Temas de Física Geral. Parte de sua produção intelectual pode ser encontrada em http://www.if.ufrgs.br/~lang
.



Trigésima Primeira Edição

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CHARLES DARWIN O homem por trás da (R) Evolução, palestra com o Prof. Aldo Mellender de Araújo do Depto de Genética, IB, UFRGS.

Dia 29 de junho de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

O conceito de evolução por seleção natural de Charles Darwin é tido como uma das idéias científicas mais brilhantes de todos os tempos. O nome de Darwin corporifica as idéias que nos últimos 150 anos, desde a publicação de seu "A Origem das Espécies", revolucionaram nossa compreensão da natureza. Darwin desafiou o pensamento de sua época com suas observações de que todos os seres vivos estão relacionados entre si através de ancestrais comuns, e, indo além, posicionou os seres humanos no mundo natural. Em 2009 comemora-se internacionalmente o "Ano Darwin" pois ele nasceu há duzentos anos (em 12/02/1809) e publicou sua mais importante obra há exatos 150 anos.



Trigésima Segunda Edição

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EVOLUÇÃO DAS ESTRELAS, palestra com o Prof. Dr. Kepler de Oliveira - Depto de Astronomia, IF - UFRGS.

Dia 13 de julho de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

Súmula: As estrelas nascem e morrem, a grande maioria discretamente, mas algumas com um "bang!". Todos os elementos químicos que são base para a vida foram produzidos nas estrelas, e as que explodem contaminam o meio interestelar com este material produzido, que pode ser usado por novas gerações de estrelas. Vamos discutir a vida e morte das estrelas, que podem resultar em anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros.



Trigésima Terceira Edição

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Evolução Humana: em busca de nossas origens, palestra com a Profa. Dra. Maria Cátira Bortolini do Depto de Genética, IB - UFRGS.

Dia 17 de agosto de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

A trajetória evolutiva do homem foi marcada por extraordinários ganhos nas habilidades cognitivas. Porém, essa complexa forma de viver não está desvinculada das premissas essenciais básicas aos outros seres vivos, tais como viabilidade e reprodução. Ou seja, tal como uma ameba, nascemos, nos reproduzirmos e, por fim, morremos. Talvez esse cenário possa ser alterado no futuro, visto que o desenvolvimento científico tem possibilitado o relaxamento da pressão da seleção natural. Desse modo, à medida em que mais conhecimentos adquirimos sobre nós, nossas origens e os mecanismos que regem as leis da natureza, mais podemos nos questionar sobre nosso futuro como espécie.



Trigésima Quarta Edição

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A Astrofísica no novo milênio: novos instrumentos, novos desafios., palestra com Prof. Dr. Basílio Xavier Santiago do Depto. de Astronomia - IF / UFRGS.

Dia 14 de setembro de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

No final do século XX, a pesquisa em Astronomia se beneficiou enormemente da era espacial e da tecnologia da informação. A cobertura de todo o espectro eletromagnético, dos raios gama às ondas de rádio, e a capacidade acumulada de tratamento e análise de dados, nos levaram a novas e excitantes descobertas, como inúmeros planetas extra-solares e um universo dominado por componentes desconhecidos.

Apresentação de projetos de grande envergadura que estão sendo construídos e planejados para os próximos 15 anos, incluindo as suas principais motivações científicas e as perspectivas de resultados inesperados que deles podem advir.



Trigésima Quinta Edição

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Galileu + Darwin: contemplando a origem de tudo., palestra com Prof. Dr. Jorge A. Quillfeldt do Depto. de Biofísica, IB / UFRGS).

Dia 19 de outubro de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

Em 2009, duas grandes celebrações da história da ciência moderna: os 400 anos das primeiras observações de Galileu ao seu telescópio marcam o começo da moderna Astronomia e fixam as bases do própio método científico, e os 150 anos da publicação de "A Origem das Espécies", por Charles Darwin, que consolidou os alicerces da moderna Biologia em torno do conceito de Evolução por Seleção Natural. Foram muitas as conquistas do conhecimento científico desde então. Hoje, podemos tentar recontar uma parte de nossa longa jornada enquanto seres vivos contemplativos em um vasto universo cuja compreensão é facultada pelo uso da razão (a mesma que tão pouco empregamos na resolução dos conflitos que nos dividem). Nesta exposição, recapitularemos a grande jornada da humanidade, desde a origem dos elementos químicos até a formação dos planetas, das moléculas complexas e da própria vida.



Trigésima Sexta Edição

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Carl Sagan, paixão pela ciência, palestra com Prof. Dr. Jorge A. Quillfeldt do Depto. de Biofísica, IB / UFRGS e Profª Maria Helena Steffani, IF / UFRGS.

Dia 11 de novembro de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, no aniversário do Planetário e dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

Como neste mesmo mês o Planetário da UFRGS completa seus 37 anos, celebramos com um duplo colóquio onde abordamos tanto a vida e obra de Carl Sagan, quanto os rumos da educação astronômica no Brasil. Na primeira parte, apreciamos a trajetória desse cientista que, além de notáveis contribuições científicas e tecnológicas, foi personalidade popular que influenciou inúmeras carreiras . A seguir, a profa. Maria Helena Steffani, diretora do Planetário e presidente da Associação Brasileira de Planetários, apresentou uma avaliação da educação científica no país, especialmente em astronomia, tendo como base os recursos materiais disponíveis em nosso território. A idéia é discutirmos os rumos da educação científica da população em geral, tarefa básica da chamada "popularização da ciência" que, no Brasil, ainda é muito rarefeita.



Trigésima Sétima Edição

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Sociedade Inca - Reflexões de um viajante, palestra com Prof. Dr. Tadeu Mello e Souza do Depto de Bioquímica, ICBS - UFRGS.

Dia 16 de novembro de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário, dentro da programação do Ano Internacional da Astronomia 2009.

O Sol, a Lua, as estações, o planeta Vênus, as constelações da Ursa Maior e as Plêiades, além da Via Láctea estavam entre os maiores interesses dos Incas, refletindo-se fortemente na lógica cerimonial da arquitetura de seus principais templos e construções. As imagens e impressões de uma viagem à América Latina mais profunda - o centro da antiga civilização Inca - são o pano de fundo para descrever as concepções cosmogônicas e o conhecimento da mecânica celeste daquele povo.



Trigésima Oitava Edição

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O Último Grande ECLIPSE SOLAR do Século XX no Brasil - Relato e Vídeos das Missões de 03/11/1994 da Sociedade Astronômica Rio-Grandense, palestra com Gilberto Klar Renner, Luis Antônio Machado, Luiz Henrique Siqueira Frota, Maria Clara Adams e Jorge A Quillfeldt.

Dia 21 de dezembro de 2009, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário.

Um Eclipse Solar Total ocorre quando a Terra intercepta a sombra produzida pela Lua, o que só acontece quando é Lua nova e o plano de sua órbita cruza com o plano da órbita da Terra em torno do Sol. A sombra da Lua se projeta, porém, apenas em um breve risco sobre a Terra, por isso as pessoas pensam ser um evento mais raro que de fato é. Tal sombra nunca ultrapassa os 270Km de largura e "passeia" sobre a superfície da Terra a uma velocidade de 3200Km/h, de forma que em um ponto desta trajetória a "totalidade" raramente passa de 3-4 minutos. Em 3 de novembro de 1994 o último grande Eclipse Solar Total do século XX em terras brasileiras teve sua faixa de totalidade passando perto de Porto Alegre (onde foi um eclipse parcial), sendo registrado por duas equipes da SARG, em Concórdia e Criciúma, SC. Venha reviver este evento fascinante pelas imagens, filmagens e relatos do ocorrido.




Trigésima Nona Edição

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A evolução do Universo, palestra com o Prof. Dr. Kepler de Souza Oliveira Filho.

Realizada no dia 24 de março de 2010, às 20h, no Salão de Atos da UFRGS.




Quadragésima Edição

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Belas aplicações da Teoria das Cores, de Young-Helmholtz:
As Sombras Coloridas e as cores da Lua Cheia
, palestra com o Prof. Fernando Lang da Silveira (IF-UFRGS).

Realizada no dia 18 de maio de 2010, às 19h, no Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

A Teoria das Cores de Young-Helmholtz remonta ao início do século XIX e está concretizada, por exemplo, na tela dos nossos televisores e computadores. O preconceito de que as sombras não têm cores é revelado falso quando observamos o interessante efeito das sombras coloridas. Essa é apenas uma das aplicações de um conhecimento cujos fundamentos já possui mais de 200 anos.





Quadragésima Primeira Edição

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Comportamento e Evolução de Cetáceos (Baleias e Golfinhos), palestra com o Prof. Dr. Ignacio Benites Moreno (Depto. de Zoologia, IB- UFRGS).

Realizada no dia 16 de junho de 2010, às 19h, no Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Os cetáceos, grupo que compreende as baleias, botos e golfinhos, são mamíferos exclusivamente aquáticos que assim como nós, respiram o ar atmosférico. Embora compartilhem diversas características com os demais mamíferos, os cetáceos apresentam incríveis adaptações ao ambiente aquático que moldaram a sua anatomia, sua fisiologia e o seu comportamento. Na palestra do dia 16 de junho, veremos como os cetáceos retornaram ao mar em uma jornada que começou há mais ou menos 55 milhões de anos, quando a terra era muito diferente do que é hoje. Vamos ter também a chance de ver algumas particularidades do seu comportamento e suas adaptações ao meio aquático, ambiente em constante modificação, não apenas pela incrível ação da natureza mas também pela ação do homem, que tem influenciado diretamente a história recente destes magníficos animais.




Quadragésima Segunda Edição

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Planetas fora do Sistema Solar, palestra com o Prof. Dr. José Eduardo S. Costa (Depto. de Astronomia, IF- UFRGS).

Realizada no dia 21 de julho de 2010, às 19 horas na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Até não muito tempo atrás, a maioria dos cientistas acreditava que sistemas planetários como o sistema Solar eram raros no Universo. Mas, descobertas recentes têm mos- trado exatamente o contrário: que muitas, senão a maioria das estrelas possuem planetas orbitando ao seu redor. Alguns des- ses planetas podem ter características muito semelhantes às da Terra. Isto motivou os cientistas a iniciar uma busca por "outras Terras".





Quadragésima Terceira Edição

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Ameaças à Biodiversidade brasileira, palestra com o Prof. Dr. Paulo Brack (Depto. de Botânica, IB - UFRGS).

Realizada no dia 25 de agosto de 2010, às 19 horas na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

O que é "Biodiversidade" e por que é fundamental lutarmos por sua preservação? Queimadas, alimentos contaminados, monocultura de produtos agrícolas e de árvores, poluição industrial, emissão de carbono e aquecimento global, devastação do litoral e grandes projetos hidrelétricos, assassinatos no campo e o avanço da fronteira agrícola... Quais as principais ameaças que pairam sobre a biodiversidade brasileira? Qual é, afinal, o modelo de desenvolvimento que temos em nosso país e quais as alternativas possíveis?




Quadragésima Quarta Edição

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Os 30 anos da série COSMOS, o moto perpétuo de Carl Sagan, palestra com o Prof. Dr. Jorge Alberto Quillfeldt (Depto. de Biofísica, IF- UFRGS).

Realizada no dia 29 de setembro de 2010, às 19 horas na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Cosmos foi produzida e veiculada pela televisão pública norte-americana KCET/PBS, em 1980, e foi a série de divulgação científica mais popular da história da televisão mundial. Seus 13 capítulos trouxeram o mais avançado conhecimento científico da época ao alcance de todo e qualquer público que, assim, descobriu não só o que jazia oculto na torre de marfim da academia, mas também os melhores valores advindos do fazer cientíifico, o disciplinado espírito crítico e uma apaixonada e insaciável curiosidade acerca do mundo. A série Cosmos foi redigida, produzida e estrelada por Carl Sagan (09/11/1934 - 20/12/1996), astrônomo, bem-sucedido divulgador da ciência e um dos pioneiros da nova disciplina da astro/exobiologia.
Sagan atuou em todas as missões interplanetárias da NASA, até sua morte, com destaque para as missões Viking, ao planeta Marte (1976), e Galileo, a Júpiter (1995-97). Autor de mais de 20 livros científicos de popularização e de promoção do ceticismo crítico e método cientifico, também publicou mais de 600 artigos técnicos.
Nesta apresentação, abordamos a vida e a obra desse cientista e divulgador da ciência, falecido precocemente há 14 anos, em 20 de dezembro de 1996. Carl Sagan inspirou e influenciou gerações de cientistas em todo o mundo. Cosmos, que hoje celebra os 30 anos de sua estréia na televisão, foi o veículo definitivo dessa inigualável mobilização intelectual que marcou tantos de nós.




Quadragésima Quinta Edição

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Evolução & Biodiversidade - criador e criatura, palestra com o Prof. Dr. Aldo Mellender de Araújo (Depto. de Genética, IB - UFRGS).

Realizada no dia 20 de outubro de 2010, às 19 horas na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Este é o ano internacional da Biodiversidade e o temada VII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - evento promo-vido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em todo o país entre 18 e 22/10 é "Ciência para o Desenvolvimento Sustentável", abordando o tema da biodiversidade sob uma óptica sócio-política e, espera-se, com consequências práticas.
Mas, afinal, o que é "Biodiversidade" e qual a origem da impressionante variedade de seres vivos que existe no planeta? Esse será o tema abordado pelo prof. Aldo Mellender de Araújo, geneticista e especialista em evolução, nesta palestra que marca mais uma participação do Projeto Ciência no Planetário - Colóquios Eduardo Dorneles Barcelos na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - ambas atividades que vem sendo realizadas anualmente desde 2004, ou seja, há sete anos.




Quadragésima Sexta Edição

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Um olhar para o Mundo, vindo do Espaço , palestra com o Prof. Dr. Jorge Ricardo Ducati (IF - UFRGS).

Realizada no dia 11 de novembro de 2010, às 19 horas na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.



Quadragésima Sétima Edição

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50 anos do homem no espaço: Yuri Gagarin e a Vostok I, palestra com o Prof. Jorge A Quillfeldt (Depto. de Biofísica, IB - UFRGS).

Realizada no dia 12 de abril de 2011, às 20 horas na Cúpula do Planetário da UFRGS.

No dia 12 de abril de 1961, o primeiro ser humano entrou em órbita ao redor da terra. Seu nome, Yuri Gagarin, um jovem tenente da Força Aérea Soviética de apenas 27 anos. Seu destino: ser o primeiro cosmonauta da história humana. A bordo da Vostok I, de quase 5 toneladas, comprimido numa claustrofóbica esfera de titânio, Gagarin fez a primeira órbita completa ao redor da Terra, num vôo de 108 minutos, saltando de pára-quedas antes do impacto final da cápsula no solo. Uma grande conquista tecnológica, um momento memorável da corrida espacial e certamente um grande trauma narcisístico na guerra fria. Vamos recordar essa história complementando-a com detalhes que estiveram guardados durante décadas como segredo de estado. "Poyekhali !"




Quadragésima Oitava Edição

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A cegueira da Era Urbana/Precisamos nos proteger das cidades?, palestra com o Prof. Dr. Rualdo Menegat (Depto. de Paleontologia e Estratigrafia, IGeo - UFRGS).

Realizada no dia 30 de maio de 2011, às 19 horas na Cúpula do Planetário da UFRGS.

A conferência traz uma reflexão sobre a condição urbana da existência humana e a decorrente crise civilizatória em termos de quatro grandes distúrbios. O primeiro, diz respeito ao distúrbio geométrico ou do lugar, ou seja, mostra como as cidades não foram projetadas em relação ao lugar onde se encontram. O segundo, trata do distúrbio metabólico ou das funções de importação de produtos e exportação de rejeitos tóxicos feitas pelas cidades, com impactos nas escalas local e planetária. O terceiro, refere-se ao distúrbio cultural e, por fim, o quarto, ao distúrbio cognitivo, que produz crescentes dificuldades para o cidadão e sua comunidade ler e interpretar a paisagem que o circunda. A título de conclusão, coloca-se a discussão de como desenvolver uma estratégia de desenvolvimento de uma cultura para a domesticação das cidades.




Quadragésima Nona Edição

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O céu dos índios do noroeste amazônico, palestra com o Prof. Dr. Walmir Cardoso (PUC/SP).

Realizada no dia 14 de setembro de 2011, às 19 horas, na cúpula do Planetário da UFRGS.

Estamos acostumados com as constelações que foram criadas há muito tempo pelos Sumérios. Num céu enriquecido por contribuições de outros povos não é incomum encontrar escorpiões, caranguejos e seres fantásticos como centauros, decorrentes da mistura de seres humanos e cavalos. O que dizer de um tatu, uma cobra que abriga peixes em seu ânus ou mesmo uma onça? Nessa palestra vamos nos encontrar com algumas de nossas raízes culturais, diretamente de um território habitado por grupos étnicos que falam perto de 23 línguas diferentes. Para eles, o céu está relacionado intimamente com os fenômenos do mundo natural e espiritual e participa do cotidiano na forma de calendários para o plantio, colheita e pesca. Estamos aprendendo com a diversidade cultural brasileira e essa palestra nos conduzirá pelos igarapés e igapós de um Brasil profundo que precisa ser conhecido pelos brasileiros.




Quinquagésima Edição

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I Semana Nacional do Cérebro 2012

A Semana do Cérebro é uma campanha global de divulgação dos avanços e benefícios resultantes do estudo do cérebro e do sistema nervoso em geral. A cada ano, no mês de março, Universidades, Hospitais e outras organizações, inclusive agências do governo, unem-se, durante uma semana, num esforço coletivo de popularização dos conhecimentos neurocientíficos.

Coordenada internacionalmente pela Dana Alliance for Brain Initiatives e a European Dana Alliance for the Brain, neste ano tivemos a 17a Semana Internacional entre os dias 12 e 18 de Março de 2012.

Programação da UFRGS na I Semana Nacional do Cérebro 2012:

Palestra I
"É verdade que só usamos 10% do nosso cérebro?"
Jorge A. Quillfeldt - PPG Neurociências - ICBS/UFRGS
Segunda-feira, dia 12/3, às 19h, no Salão de Atos II, UFRGS.

Palestra II
"O cérebro descontrolado: Epilepsia, preconceitos e verdades"
Maria Elisa Calcagnotto - Depto Bioquímica - ICBS/UFRGS
Terça-feira, dia 13/3, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Palestra III
Por que as zebras não têm úlcera? O estresse nosso de cada dia>
Carla Dalmaz & Patrícia P. Silveira - PPG Neurociências - ICBS/UFRGS
Quarta-feira, dia 14/3, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Palestra IV
A medula lesionada: promessas e mitos das células-tronco
Luciano Palmeiro Rodrigues - UFCSPA (egresso do PPG Neurociências, UFRGS)
Quinta-feira, dia 15/3, às 19h, no Salão de Atos II, UFRGS.

Palestra V (Bate-papo)
Tudo que tu querias saber sobre o cérebro e nunca tiveste coragem de perguntar
Equipe de Professores do PPG Neurociências - ICBS/UFRGS
Sexta-feira, dia 16/3, às 19h, na Sala Multimeios do Planetário da UFRGS.

Filme/Debate
Em busca da memória - a neurociência de Eric Kandel, Prêmio Nobel
Exibição do filme na íntegra (93min) e debate com Equipe do Laboratório de Psicobiologia e Neurocomputação, PPG Neurociências, UFRGS Sábado, dia 17/3, às 9h, no Auditório da Bioquímica, ao lado da Fac. Farmácia da UFRGS (Av. Ipiranga).

Intervenção da 1a SNC no Brique da Redenção
Cérebros no Brique
Pós-Graduandos do PPG Neurociências - ICBS/UFRGS
Domingo, dia 18/3, das 9h às 14h, no Brique, Rua José Bonifácio.




Quinquagésima Primeira Edição

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Energia Solar Fotovoltaica e Carros Elétricos
- para um futuro melhor, livre de combustíveis fósseis e centrais nucleares.


Palestra com Luis Maccarini, Engenheiro Eletrônico Especialista em Sistemas de Geração Fotovoltaica e Veículos Elétricos.

Realizada no dia 23 de abril de 2012, às 19 horas, na cúpula do Planetário da UFRGS.

Quinquagésima Segunda Edição

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Calendário e Cultura Maia


Palestra com Tadeu Mello e Souza
Departamento de Bioquímica - ICBS UFRGS

Realizada no dia 12 de dezembro de 2012, às 19 horas, no Planetário da UFRGS.